Com alergia a concursados, Prefeito de Corumbá não convoca aprovados em concurso, mas nomeia comissionados com alto salários
- Corumbá em Foco
- 14 de mar.
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14 de março de 2026
🚫🚨A Farra das Canetadas: Onde o Concurso é Enfeite e o Luxo é a Regra. 🚫🚨
Em nossa Corumbá, parece que o Diário Oficial virou roteiro de comédia dramática, mas quem paga o ingresso caríssimo, por sinal é o contribuinte. Enquanto o cidadão comum luta para entender como o orçamento público desaparece mais rápido que água no Pantanal em dia de seca, a prefeitura dá uma aula de como ignorar a lógica e o bom senso com uma maestria de dar inveja a qualquer ilusionista.
O espetáculo principal acontece na nossa Cidade Branca. O prefeito Gabriel Alves parece ter desenvolvido uma alergia curiosa: a concursados. O Ministério Público revelou que, embora existam procuradores e analistas jurídicos aprovados e prontos para o trabalho, a gestão prefere o brilho externo. Contratou, por "inexigibilidade" aquele termo gourmet para dizer que não precisou competir com ninguém, um escritório de advocacia por singelos R$ 420 mil. O detalhe que dá o tom sarcástico à trama? A banca escolhida já carrega no currículo investigações por improbidade administrativa. É o ápice da eficiência: ignorar quem passou no concurso para dar quase meio milhão a quem já está sob a lupa da justiça. É a "meritocracia ao contrário" em pleno vigor.
A recomendação do Ministério Público para anular o contrato de quase meio milhão não é apenas um trâmite jurídico; é um atestado de que a gestão está tentando jogar com as cartas marcadas. Manter servidores qualificados no "banco de reservas" enquanto se despeja uma fortuna em escritórios particulares é mais que má gestão: é um deboche com quem acredita na seriedade das instituições. Afinal, por que usar o corpo técnico da casa, que já é pago para proteger o patrimônio, se você pode contratar um serviço de fora com preço de luxo?
No final do dia, o enredo é repetitivo. O político assina a ordem, o empresário agradece o contrato, o MP tenta apagar o incêndio e o eleitor assiste a tudo, perguntando-se se o próximo "investimento" virá com um manual de justificativas criativas. A política local virou um jogo onde as regras do concurso público parecem valer para todos, menos para quem detém a caneta.
Fonte: texto do facebook




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